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sábado, 17 de setembro de 2011

Reeducação postural global associado à atividade física muscular


Sempre pergunto aos meus pacientes/alunos se conseguem compreender com clareza o que significa manter uma postura adequada, e mais, se sabem o que determina uma boa postura, e da forma mais simples também me respondem que simplesmente não conseguem se esforçar o suficiente para se manterem “retos”. Antes de qualquer coisa, eu explico: “...se fossemos retos, cairíamos tal qual uma vassoura reta em pé...”. Salve as brincadeiras, a verdade é que sempre associamos um erro de postura a nossa incapacidade de nos mantermos em um alinhamento postural adequado, o que podemos delicadamente dizer:  “..é uma verdade bem incompleta...”.
A postural mais próxima do normal é dada pela manutenção da sincronia adequada entre as funções musculares, o que conseqüentemente ira gerar uma ação mais estruturada e coordenada de outras estruturas não menos importantes como vértebras, ligamentos, tendões e outros. Essa coordenação adequada acarretara a manutenção também adequada do eixo de movimento das articulações do nosso corpo, o que chamamos de estabilidade. Logo, relembrando o conceito de Richardson, Hodges, Hides, (2004) concluímos que a falta de atenção aos grupamentos musculares estabilizadores ira causar uma estabilização inadequada durante os movimentos, o que conseqüentemente ira gerar uma disfunção postural.


Segundo O’SULLIVAN (2000), a conduta mais adequada em um tratamento postural, seria baseada no treinamento muscular específico. Então concluímos que é indispensável calcar a nossa conduta de avaliação na falha muscular, seja ela por falha de força, fraqueza, ativação, antecipação, etc.
Ficaria difícil então não pensarmos em um treinamento muscular específico direcionado a Reeducação Postural Global sem associarmos a atividade física muscular específica.
Existem várias abordagens relacionadas à atividade física muscular específica (o Pilates, a musculação, as atividades funcionais em geral)
Se estas atividades determinam uma boa postura? Com certeza não, mas creio que podem vir a determinar; desde que bem utilizadas dentro de uma conduta específica e individualizada, na verdade são técnicas que servem munição ao nosso arsenal, para o desenvolvimento cada vez mais gabaritado do nosso trabalho.


Se conseguirmos associar com criatividade as inúmeras abordagens relacionados a atividade física muscular com um bom trabalho do nosso sistema muscular estabilizador que preconize um reeducação motora dos tecidos, poderemos então fazer a ponte entre atividade física elaborada e atividade postural, fazendo a arte de ser humano pensante, saltar do racíocínio para a ação. Só assim faz sentido ter um corpo vivo!
Como podemos perceber não ha como não olharmos atividade física sem nos atermos a postura, porque o raciocínio clínico é sempre o mesmo. Logo,

Tudo é Fisioterapia.

Por Hugo Morais Bickel